Guiné adia segundo turno de eleições, previsto para domingo

Novo presidente da comissão, designado para evitar fraudes no pleito, não indicou uma nova data

EFE |

O presidente da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) da Guiné, o general Siaka Toumani Sangare, anunciou nesta sexta-feira o adiamento da segunda rodada das eleições presidenciais, que deviam ser realizadas no próximo domingo, e não indicou uma nova data.

Sangare, designado esta mesma semana presidente da CENI para evitar suspeitas sobre a imparcialidade da instituição entre os candidatos, reuniu-se na manhã desta sexta-feira com os dois aspirantes que devem se enfrentar no segundo turno, Cellou Dalein Diallo e Alpha Conde.

Segundo o novo presidente da CENI, não é possível organizar em tão curto tempo eleições transparentes e críveis. "Não tenho o direito de errar; precisamos fazer um balanço da situação após o primeiro turno e corrigir os erros", disse em entrevista coletiva Sangare, que se comprometeu a "trabalhar sem descanso para realizar o novo pleito o mais rápido possível.

Compreensão

Ele pediu "a compreensão da população e dos dois candidatos, o apoio do governo e a boa vontade da comunidade internacional para assegurar que o segundo turno das eleições seja realizado com sucesso".

Sangare se reuniu nesta quinta-feira com o presidente transitório e chefe da junta militar de Guiné, o general Sekouba Konate, o primeiro-ministro Jean-Marie Doré e o Conselho Nacional de Transição (CNT), que agrega figuras militares e civis.

Antes mesmo de acontecer, o segundo turno do pleito presidencial esteve marcado pela incertezas, devido às acusações e violentos enfrentamentos entre partidários dos dois candidatos. Estas são as primeiras eleições livres da Guiné desde sua independência, em 1958, depois de viver mais de meio século de ditaduras militares e regimes civis autoritários.

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