Guiana desiste de usar satélite brasileiro para vigiar o Amazonas

Georgetown, 6 mai (EFE).- As autoridades da Guiana desistiram de utilizar a tecnologia de satélite do Brasil para controlar o desmatamento e localizar pistas de aterrissagem ilegais no Amazonas, devido a seu alto custo, informou hoje Arthur C.

EFE |

Meyer, o embaixador do Brasil no país sul-americano.

"Algumas alternativas possíveis estão sendo estudadas porque existem problemas de custos envolvidos", explicou Meyer à Agência Efe.

O diplomata brasileiro não revelou quanto custaria à Guiana utilizar o Sistema de Vigilância do Amazonas (Sivam) e o Sistema de Proteção do Amazonas (Sipam), nem que alternativas a nação sul-americana possui.

"Estamos no processo de buscar soluções alternativas menos custosas"; afirmou, acrescentando que o plano original previa a instalação de radares em terra.

Os satélites brasileiros poderiam ser utilizados para detectar "numerosas pistas de pouso ilegais" dentro da densa floresta tropical do interior da Guiana, uma zona pouco povoada e pouco patrulhada.

Várias aeronaves registradas na Venezuela e supostamente usadas para o contrabando de armas ou drogas foram encontradas abandonadas em pistas ilegais da Guiana, mas não foram apresentandas acusações contra nenhuma pessoa.

Robert Persaud, ministro da Agricultura da Guiana, confirmou que seu país e o Brasil estão "buscando a melhor opção disponível", pela crescente preocupação causada por operações ilegais de mineração e desmatamento, que por sua vez geram sérios problemas ambientais.

"Estamos examinando outras tecnologias que também seriam úteis", afirmou Persaud, que ressaltou a relação com o Brasil, onde usam "a tecnologia de satélite para saber o que está acontecendo (na floresta)".

A Guiana, situada no litoral nordeste da América do Sul, faz fronteira com o Brasil, a Venezuela e o Suriname e tem 750.000 habitantes. EFE as/fb

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