Guerrilheiros das Farc presos pedem troca humanitária

Bogotá, 26 dez (EFE).- Um grupo de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que estão presos pediu hoje para agilizar a troca humanitária por reféns desse grupo.

EFE |

O grupo de presos fez o pedido em carta dirigida à senadora opositora Piedad Córdoba, que administra a libertação dos seqüestrados por esse grupo armado.

A carta foi divulgada hoje pelo site da "Agência Bolivariana de Imprensa" ("ABP"), que costuma divulgar comunicados e entrevistas das Farc.

Os rebeldes pedem a Hebe de Bonafini, presidente das Mães da Praça de Maio na Argentina, e à comunidade internacional que exijam a troca de seqüestrados das Farc por guerrilheiros presos e que não sejam considerados criminosos nem terroristas.

"Estamos de acordo com que a solução ao conflito seja política, para poder, assim, por meio do diálogo fraterno e a reconciliação nacional, construir a pátria que desejamos em paz e com justiça social, e não continuar transitando pelo despenhadeiro da guerra civil", afirmam os prisioneiros das Farc.

Acrescentam que são conscientes de que "as condições dos retidos nas selvas (...) não são as melhores" e advertem que "há sempre o imprevisto de um ataque, um bombardeio do Exército oficial".

Insistem à senadora e a "personalidades interessadas no futuro" do país em seu convite "das masmorras do regime a continuar e não desfalecer em busca da troca humanitária".

Na carta, datada de 23 de dezembro e dirigida também à Associação Colombianos pela Paz, denunciam a violação permanente do "devido processo, a presunção de inocência e outros direitos de caráter constitucional" e lamentam por ser "exibidos como troféu de guerra".

No final da carta, indicam que não são criminosos nem terroristas e especificam: "Somos prisioneiros de guerra. Troca humanitária já!". EFE rrm/an

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