Guerrilheiros colombianos vão libertar refém mantido há 11 anos

BOGOTÁ - Os guerrilheiros das Farc vão libertar um soldado mantido em cativeiro por mais de 11 anos, em mais uma tentativa de abrir caminho para iniciar um processo de paz com o governo, informou a guerrilha em um comunicado nesta quinta-feira.

Reuters |

A libertação é a mais recente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com o objetivo de começar as negociações com o presidente Álvaro Uribe, mas os dois lados continuam distantes de um diálogo.

As Farc informaram que vão libertar Pablo Moncayo, um soldado capturado no fim de 1997.

A guerrilha, financiada pelo tráfico de cocaína, já fez centenas de reféns, tanto por motivos políticos como para exigir o pagamento de resgate.

"Nós anunciamos nossa decisão de libertar unilateralmente Pablo Moncayo e entregá-lo pessoalmente" a seu pai e à senadora de esquerda Piedad Córdoba, que mediou a entrega de outros reféns no passado.

As Farc afirmam que querem começar um diálogo com o governo, mas Uribe insiste que os rebeldes precisam primeiro cessar os ataques com bombas, os sequestro e o tráfico de drogas.

O comunicado dos guerrilheiros disse que os dois lados precisam concordar com o cessar-fogo e que as negociações devem começar com o reconhecimento de que o Estado está em falta com a guerrilha de 45 anos na Colômbia.

"O bilateralismo é a regra indispensável... para construir confiança e criar uma base sólida para o avanço", disseram as Farc no comunicado.

Uribe foi eleito para seu primeiro mandato em 2002, prometendo acabar com os guerrilheiros, e recebeu o apoio dos Estados Unidos para essa missão.

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