A guerrilha das Farc, Nelly Avilla, conhecida como Karina, que se entregou às autoridades colombianas no domingo, negou nesta segunda-feira ter participado do assassinato do pai do atual presidente Alvaro Uribe, em 1983.

"Não conheço nem sei quem matou o pai do presidente, não tenho as mãos manchadas com isso", assegurou a mulher durante uma coletiva de imprensa em um destacamento militar na cidade de Medellin, a 400 quilômetros a noroeste de Bogotá.

O ministro da Defesa, Juan Manoel Santos, havia dito que 'Karina', uma comandante da "frente 47" das Farc, estaria envolvida no assassinato de Alberto Uribe, pai do chefe de Estado colombiano, ainda que tenha dito que não possua provas para confirmar a acusação.

"Essa versão circula há muito tempo e consta em sua ficha como possível responsável, mas não há como dizer a esta altura se é ou não. Vamos ver o que ela tem a dizer", defendeu.

Há um ano as Farc negaram participação no homicídio, que ocorreu em 14 de julho de 1983, e disseram que Alberto Uribe era um "reconhecido narcotraficante".

Avila, que compareceu perante jornalistas visivelmente nervosa, também negou ser uma mulher "sangüinária", como a descreve o governo, e disse que decidiu entregar-se no domingo diante da "pressão do Exército" no município de Argelia, onde foi buscada por um helicóptero.

A ex-guerrilheira ainda disse que há dois anos não tem contatos com os chefes do seu esquadrão, que afirmou ter comandado até 2002 quando foi substituída e passou a ocupar o terceiro lugar na linha de comando.

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