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Guerrilheira diz que rendição foi duro golpe para as Farc

Bogotá - A dirigente da Frente 47 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conhecida como Karina, que se entregou às autoridades colombianas no último domingo, disse hoje que sua rendição foi um golpe muito duro para a guerrilha, e anunciou que colaborará com a Justiça em troca de benefícios legais.

EFE |

A rebelde, cujo nome verdadeiro é Nelly Ávila Moreno, negou ser a autora dos inúmeros crimes atribuídos a ela.

"Essa fama foi criada pela imprensa. Às vezes, não se investiga bem e criam um estereótipo", disse a ex-comandante da Frente 47 das Farc à rádio "Caracol".

Karina está em uma dependência oficial de Medellín, capital do departamento de Antioquia (noroeste), onde foi apresentada ontem pelos órgãos militares e de inteligência estatal aos meios de comunicação.

Quando perguntada sobre os crimes que cometeu na guerrilha, se recusou a dizer quantos foram.

"Darei essa informação às autoridades, vou colaborar com a Justiça", disse.

Karina reiterou que não participou do seqüestro e assassinato, em 1983, do fazendeiro Alberto Uribe Sierra, pai do atual presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Ela contou que entrou na guerrilha há 24 anos, porque "gostava de armas", e revelou que sua família foi vítima de violência.

Karina também disse ter matado pessoas em combate, mas afirmou não ter cometido nenhum assassinato a sangue frio.

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