Guerrilha tâmil aceita trégua no Sri Lanka, mas descarta rendição

Nova Délhi - A guerrilha separatista Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) aceitou neste domingo a possibilidade de firmar uma trégua no Sri Lanka, mas descartou abandonar as armas e se render, informou hoje seu site Tamilnet.

EFE |

"Os LTTE estão prontos para aceitar o pedido internacional de um cessar-fogo realizado pela comunidade internacional", defendeu o chefe do braço político da guerrilha, B. Nadesan, em mensagem no portal.

"O mundo deveria assumir que os pedidos de que os LTTE deixem as armas e se rendam não ajudam a resolver o conflito", acrescentou.

A carta, datada no domingo, é dirigida ao presidente americano, Barack Obama; ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso; o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e aos primeiros-ministros da Noruega e do Japão.

Ele alegou ainda que os tâmeis sofrem "o pior genocídio do século 21".

Por enquanto, o governo de Colombo descartou as negociações com a guerrilha tâmil, por conta dos avanços de seu Exército na frente de batalha.

A guerrilha tâmil encontra-se encurralada em um espaço de apenas 100 quilômetros quadrados no nordeste do Sri Lanka, onde o Exército cingalês lhe tirou a maior parte de seus territórios no último ano e meio.

Na área se encontram também encurralados mais de 200 mil civis, segundo as organizações de assistência, vítimas do fogo cruzado e da falta de alimentos e remédios.

A guerrilha tâmil luta pela independência nas áreas desta ilha do Índico onde sua etnia é majoritária, o norte e o leste do país.

Desde o início da guerra, em 1983, quase 100 mil pessoas morreram vítimas dos combates.

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