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Lagos, 5 out (EFE) - O grupo rebelde Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (Mend) anunciou hoje que libertou os reféns nigerianos seqüestrados em setembro, mas que ainda há dois britânicos e um ucraniano em seu poder.

Segundo os insurgentes, os nigerianos, libertados às 11h (7h em Brasília), foram seqüestrados por piratas e, pouco depois, foram libertados pelo Mend, que os reteve para exigir a libertação do líder do grupo, Henry Okah, detido em Angola no ano passado e extraditado à Nigéria meses depois.

Devido à localidade na qual os expatriados permanecem, não podem ser colocados em liberdade por razões de segurança, anunciou o Mend em comunicado enviado à imprensa por e-mail.

Embora os insurgentes não tenham detalhado quantos nigerianos foram libertados, em comunicados anteriores informaram que tinham sob sua custódia 22 cidadãos do país, dois britânicos, dois sul-africanos e um ucraniano, todos eles seqüestrados por piratas em 9 de setembro na embarcação "Blue Ocean".

Em 18 de setembro, o Mend libertou os dois sul-africanos a pedido de Azuka, a mulher de Okah, que mora na África do Sul.

Em declarações à imprensa, o presidente da Nigéria, Umaru Yar'Adua, disse hoje que as sabotagens, seqüestros e confrontos com o Mend são "um pesadelo" para seu gabinete e que a situação no delta do Níger "continua sendo uma das principais preocupações do Governo".

Por causa da violência na região petrolífera, a produção da commodity diminuiu mais de 20% nos últimos meses, o que fez com que, atualmente, a Nigéria já não seja o maior produtor de petróleo do continente. EFE da/db