Lagos, 21 set (EFE) - A guerrilha do Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (Mend) declarou hoje o cessar-fogo após uma semana de ataques às instalações das empresas petrolíferas que operam na Nigéria, informaram os rebeldes através de um comunicado enviado por e-mail à imprensa.

O cessar-fogo unilateral começou a vigorar à 1h desde domingo (21h de sábado em Brasília), sete dias depois que o grupo declarou uma "guerra aberta" ao Exército nigeriano e realizou uma operação em resposta a um ataque que matou sete de seus integrantes, no último sábado.

"O Mend decidiu que rebaixará a guerra aberta a um estado de alerta que denominamos 'Tempestade Tropical Vigilante'", especificou a guerrilha no comunicado.

Segundo o grupo, o cessar-fogo foi decidido pelo pedido insistente dos líderes da região do Delta de Níger, entre os quais se encontram um ex-ministro, o chefe do Governo da província e um senador.

"Esperamos que os militares tenham aprendido a lição, e se voltarmos a receber um ataque não provocado, começaremos outra guerra, e desta vez ignoraremos os pedidos dos líderes", ameaçaram.

Por sua vez, o Exército nigeriano reagiu horas mais tarde ao anúncio do Mend, o qual foi descrito como uma "boa manobra" por parte dos rebeldes.

"Continuaremos observando a situação cuidadosamente até que vejamos que a nova posição do Mend tenha sido atualizada", disse o porta-voz das unidades do Exército nigeriano destacadas na região, o tenente-coronel Sagir Moussa.

No entanto, os insurgentes não garantiram o cessar total das hostilidades, já que só falavam em nome da guerrilha, e não respondiam pelas ações de outros grupos rebeldes que participaram com eles na operação do último sábado. EFE da/db

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