Guerrilha maoísta do Nepal volta a recrutar combatentes

Katmandu, 3 mar (EFE).- A antiga guerrilha maoísta do Nepal começou o recrutamento de 12 mil homens, em resposta a uma campanha semelhante efetuada pelo Exército em fevereiro e afirmou hoje que tem candidatos fazendo fila para se alistarem.

EFE |

O comandante do Exército de Libertação Nacional (PLA, como é definida a guerrilha maoísta no acordo de paz de 2006), Nanda Kishore Pun, conhecido como "Pasang", disse em entrevista coletiva que a campanha acontece nos sete acampamentos dos ex-guerrilheiros.

O número de 12 mil corresponde aos guerrilheiros que foram "desqualificados" pela missão das Nações Unidas no Nepal (Unmin) quando verificou o processo de desarmamento do PLA.

A Unmin, que registrou 19.602 membros da antiga guerrilha, desqualificou aqueles que haviam sido recrutados após maio de 2006 (quando começaram as negociações de paz) ou que eram menores de idade nessa data.

A decisão do PLA, cujo ex-comandante, Pushpa Kamal Dahal, conhecido como "Prachanda" é, agora, o primeiro-ministro do Nepal, segue outra semelhante adotada pelos altos comandantes do Exército, que no mês passado recrutaram 2.800 homens para preencher vagas.

Esta medida, que a Corte Suprema mandou suspender, foi respondida agora pelos maoístas, segundo a qual os 12 mil guerrilheiros desqualificados pela Unmin são postos "vagos" em suas fileiras.

A Unmin havia estabelecido que qualquer recrutamento "adicional" seria uma violação do acordo de novembro de 2006 que pôs fim a uma década de guerra no país, que prevê a fusão do Exército e a guerrilha em um só corpo.

O comandante "Pasang" disse que a ex-guerrilha está sendo "tratada como uma madrasta" e que "há uma conspiração em andamento para encurralar e debilitar" seus combatentes. EFE ms/jp

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