Guerrilha colombiana anuncia libertação de seis reféns

Por Patrick Markey BOGOTÁ (Reuters) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) disseram que vão soltar em breve seis reféns mantidos em cativeiro na selva, no que seria o primeiro gesto de libertação por parte dos guerrilheiros desde que o Exército colombiano resgatou Ingrid Betancourt, em julho.

Reuters |

As Farc disseram que dois políticos e quatro membros das Forças Armadas mantidos reféns há anos serão entregues ao grupo liderado por Piedad Córdoba, senadora colombiana de esquerda que mediou outros acordos com o maior grupo de guerrilha da América Latina.

A libertação será a primeira negociada pelas Farc desde fevereiro, quando parlamentares foram soltos graças a um acordo feito com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Desde então, os rebeldes sofreram duros golpes, incluindo ataques de militares, mortes de comandantes e deserções.

"Anunciamos a libertação unilateral vindoura de seis prisioneiros, em dois estágios", disseram as Farc em um comunicado datado do dia 17 de dezembro, mas divulgado somente no domingo. "Os dados de como, quando e onde (ocorrerá a libertação) serão anunciados no momento apropriado".

Córdoba, chefe da comissão de acadêmicos e políticos que se comunicam com as Farc por cartas, confirmou os planos de libertação, mas não deu mais detalhes.

Segundo as Farc, três policiais e um soldado serão soltos no primeiro momento, seguidos por um ex-governador, Alan Jara, e pelo parlamentar local Sigifredo Lopes -- os dois foram mantidos em acampamentos secretos na selva por mais de seis anos.

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