Guerra na Geórgia provocou onda de saques, diz enviado europeu

Por Conor Sweeney MOSCOU (Reuters) - A guerra entre a Rússia e a Geórgia na Ossétia do Sul provocou uma onda disseminada de saques em vilarejos da zona de conflito, afirmou na sexta-feira um enviado europeu da área dos direitos humanos, conclamando os dois lados a darem ajuda às populações locais.

Reuters |

Nesta semana, depois de conter, no dia 8 de agosto, uma investida georgiana contra a Ossétia do Sul e de estacionar soldados em outras partes da Geórgia, a Rússia reconheceu a independência das Províncias separatistas daquele país (além da Ossétia do Sul, a Abkházia).

Os combates expulsaram de suas casas milhares de civis --as pessoas de origem ossetiana fugiram para a Rússia enquanto as de origem georgiana deixaram a Ossétia do Sul.

Thomas Hammarberg, comissário do Conselho da Europa para os Direitos Humanos, disse após visitar a área dos conflitos que o reconhecimento da independência daquelas regiões 'complicou os esforços humanitários e o direito de regresso (dos refugiados)'.

'Se as manobras políticas atrapalharam os esforços humanitários? A resposta é 'sim'. Eu percebi, nesta missão, que a questão dos direitos humanos sempre ficou em um segundo plano, em nome de outras considerações', afirmou, em uma entrevista coletiva realizada em Moscou.

Segundo Hammarberg, as autoridades precisam tranquilizar a situação para que as pessoas que estão escondidas e as que abandonaram suas casas possam regressar em segurança.

O comissário, que repassará suas descobertas e fará recomendações aos governos da Rússia e da Geórgia, afirmou que os casos disseminados de saque continuavam a ser um problema.

'Há o que eu chamaria de um vácuo político, também ao redor de Tskhinvali e de Gori, o que permite aos criminosos perambular livremente pelas ruas e valer-se dessa situação para benefício próprio', disse.

Tskhinvali, a capital da Ossétia do Sul, sofreu muitos danos no bombardeio realizado pelas forças georgianas e nos combates de rua que se seguiram, provocando o êxodo de sua população civil.

Há também um fluxo de refugiados vindo da cidade georgiana de Gori, perto dali. Essa cidade ficou, por um breve período de tempo, em poder das forças russas.

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