Israel continuava bombardeando a Faixa de Gaza neste sábado por mar e pelo ar, dando início à segunda semana de sua guerra contra o movimento radical islâmico Hamas, que por sua vez alertou o inimigo sionista sobre um destino sombrio para os soldados israelenses em caso de uma operação terrestre.

A ofensiva israelense na Faixa de Gaza matou mais um líder do Hamas neste sábado, além de outras três pessoas, informaram fontes médicas palestinas.

Um ataque aéreo na madrugada deste sábado matou Mohammad al-Jammal, 40 anos, que seria o comandante local do braço armado do Hamas, segundo fontes em Gaza.

O exército israelense afirma que al-Jammal era responsável "por toda a organização do lançamento de foguetes na Cidade de Gaza".

Além dele, duas pessoas morreram dentro de um carro na cidade de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, segundo fontes médicas. A identidade das vítimas ainda não foi revelada.

Um segurança foi morto quando um míssil atingiu uma escola na cidade de Beit Lahiya, no norte, de acordo com fontes médicas.

O exército de Israel explicou que seu alvo era "um centro de ensino utilizado como base para o lançamento de grande número de foguetes".

Confrontado com a possibilidade de que Israel inicie em breve uma operação terrestre, o líder do grupo radical islâmico Hamas no exílio, Khaled Mechaal, afirmou que seu movimento "não capitulará", alertando os israelenses para um "destino sombrio" para aqueles que entrarem em Gaza.

"Se cometerem a estupidez de lançar uma ofensiva terrestre, um destino sombrio esperará por eles em Gaza. Será sua maldição, a ira de Deus cairá sobre vocês", declarou o líder islâmico, que vive exilado em Damasco, dirigindo-se às autoridades israelenses.

Neste sábado, o Hamas foi ainda mais claro, ameaçando seqüestrar soldados israelenses caso o exército dê início a uma ofensiva terrestre em Gaza, segundo mensagem divulgada pela rádio do grupo radical palestino.

"Se eles (os israelenses) entrarem (em Gaza), Gilad Shalit (o soldado israelense seqüestrado em 25 de junho de 2006 na Faixa de Gaza pelo Hamas) terá novos amigos", diz o texto.

Desde a meia-noite deste sábado, Israel já lançou 25 bombas contra a Faixa de Gaza, enquanto caíram cerca de uma dezena de foguetes palestinos em território israelense.

Desde o início do ataque, no dia 27 de dezembro, 442 palestinos já morreram, e pelo menos 2.290 pessoas ficaram feridas, segundo fontes médicas palestinas na Faixa de Gaza.

"Houve cerca de 750 ataques" na primeira semana, indicou à AFP um porta-voz militar israelense.

Ao mesmo tempo, aproximadamente 500 foguetes palestinos disparados da Faixa de Gaza deixaram quatro mortos em Israel, entre eles um soldado, e feriram mais de dez pessoas, de acordo com dados do exército e da polícia israelense.

Enquanto isso, o braço armado do Hamas anunciou neste sábado que seus combatentes impediram uma patrulha das forças especiais israelenses de cruzar a fronteira na Faixa de Gaza, informou à AFP um porta-voz das Brigadas de Ezzedine al-Qassam.

Um porta-voz do exército israelense, no entanto, disse "não saber do incidente", acrescentando que nenhum de seus soldados entra na Faixa de Gaza desde 27 de dezembro.

bur-sst/ap

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.