Vizinho da embaixada dos Estados Unidos em Londres, o farmacêutico Alpesh Patel descobriu uma galinha dos ovos de ouro há algumas semanas - guardar pertences, cuja entrada foi barrada pelas autoridades americanas.

Desde que os Estados Unidos redobraram a segurança no prédio para evitar ataques terroristas, proibindo a permanência de equipamentos eletrônicos no local, Patel estaria faturando cerca de 1 mil libras esterlinas por dia, o equivalente a R$ 3,2 mil com a atividade, de acordo com o jornal britânico The Mail on Sunday deste domingo.

O empreendedor disse ao semanário britânico que foi procurado por diplomatas americanos que lhe avisaram da proibição, e passou a cobrar dez libras esterlinas, o equivalente a R$ 32, para guardar chaves eletrônicas, celulares e outros objetos de visitantes da embaixada.

"Não acho o valor exagerado. Temos muito trabalho. A embaixada manda pessoas para cá quando quer. Nós somos vizinhos e guardamos os pertences em uma área segura, com vigias", disse Patel ao Mail on Sunday.

Segurança

Em contrapartida, Patel afirma ter tido que aumentar o expediente em duas horas, já que antes abria às 9h e agora abre às 7h, só para atender aos clientes da embaixada.

Até o mês passado, os objetos barrados pelas autoridades americanas podiam ficar com a segurança do prédio, mas isso também foi proibido - por questões de segurança.

"Por muitos meses, nossos guardas se ofereciam para guardar estes equipamentos na área de revista, enquanto os visitantes entravam para tratar dos seus vistos", disse um porta-voz da embaixada ao jornal londrino.

"No entanto, ficou claro que isso impedia o desempenho da função primária deles, que é cuidar da segurança do prédio."
Diariamente, a embaixada recebe centenas de visitantes, nos dias mais movimentados, segundo o Mail on Sunday, podem ser mais de 700 pessoas.

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