Guatemaltecos vão às urnas em eleições marcadas por tranquilidade

Observadores eleitorais destacaram o entusiasmo dos eleitores, que, no entanto, se queixaram da lentidão do processo

EFE |

Os guatemaltecos lotaram neste domingo os colégios eleitorais durante o pleito realizado no país em um clima de tranquilidade, interrompido apenas por alguns fatos isolados e denúncias de campanha suja contra os dois favoritos à Presidência. No começo da tarde, o  que abriram às 7h00 local, segundo comprovou a Agência Efe.

Os guatemaltecos fizeram longas filas para votar com a esperança de que as autoridades eleitas diminuam os níveis de violência e pobreza que afetam a maioria dos 14,4 milhões de habitantes do país. Tanto o presidente em fim de mandato da Guatemala, Álvaro Colom, quanto o vice-presidente Rafael Espada e observadores eleitorais destacaram o entusiasmo dos eleitores, que, no entanto, se queixaram da lentidão do processo, já que cada pessoa demora em média 10 minutos para votar.

AFP
Movimento de eleitores era grande na maioria dos 2,5 mil colégios eleitorais do país

O chefe da missão eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Octavio Bordón, parabenizou os guatemaltecos pelo comparecimento às urnas e pediu paciência aos eleitores porque "vale a pena votar para fortalecer a democracia".

Em meio à tranquilidade das eleições, foram denunciadas supostas compras de votos de eleitores, que provocou neste domingo o bloqueio de pelo menos dois caminhões do interior para impedir a entrada de pessoas estranhas nesses municípios e evitar a compra de votos. Relatórios oficiais também deram conta da captura de pelo menos quatro pessoas por distribuir panfletos que difamavam os candidatos favoritos para ganhar as eleições. O general reformado Otto Pérez Molina, do direitista Partido Patriota, denunciou uma suposta campanha suja contra ele, e a rotulou de "ato desesperado" de quem não respeita a vontade do povo, embora tenha descartado que isso atrapalhe as eleições.

No município de Malacatán, no departamento noroeste de Huehuetenango, apareceram jornais que vinculavam com o narcotráfico Manuel Baldizón, segundo nas enquetes, com 18% das intenções de voto e candidato do partido Liberdade Democrática Renovada (Lider).

Os dois candidatos expressaram, após votar, que acreditavam que a população os leve à Presidência, embora as pesquisas realizadas na véspera tenham indicado altas possibilidades de um segundo turno, que seria marcado em 6 de novembro. Pérez Molina afirmou neste domingo, no entanto, que acredita que pode ganhar no primeiro turno eleitoral, embora tenha explicado que está preparado para um segundo turno, se for necessário. Já Baldizón afirmou na ilha de Flores, no departamento de Petén, que confia que se tornará no primeiro presidente proveniente da área rural da Guatemala.

Baldizón, advogado e empresário de 41 anos de idade, é o mais populista dos 10 candidatos presidenciais, e espera chegar ao poder por seus projetos de instaurar a pena de morte e um décimo quinto pagamento anual a todos os trabalhadores para atenuar a crise. Eduardo Suger, de Compromisso, Renovação e Ordem (Acho), o terceiro candidato favorito dos guatemaltecos, também afirma que está confiante na vitória, mas esclareceu que não está "ansioso" pelo poder.

Os mais de 7,3 milhões de guatemaltecos que foram convocados às urnas elegem, além de presidente e vice-presidente, 158 deputados ao Congresso, 20 ao Parlamento Centro-americano, e 333 prefeitos para o período 2012-2016. Os colégios eleitorais deverão fechar às 18h local da segunda-feira, depois de 11 horas de votação, para começar o contagem dos votos.

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