Guatemala suspende estado de calamidade decretado por gripe

Guatemala, 12 mai (EFE).- O Governo da Guatemala suspendeu hoje o criticado estado de calamidade pública que tinha decretado na quarta-feira passada para fazer frente à gripe suína, que só provocou três casos positivos da doença neste país.

EFE |

A suspensão da medida foi feita como uma demonstração de vontade e transparência, comunicou o presidente Álvaro Colom, que disse que o vírus será enfrentado com medidas administrativas.

O estado de calamidade pública restringia, entre outros, a liberdade de opinião, uma das medidas mais criticadas por diversos setores da sociedade, e também deixava nas mãos das autoridades de saúde a decisão de fechar temporariamente negócios que geram aglomeração de pessoas.

Empresários, políticos de oposição e o procurador dos direitos humanos, Sergio Morales, rejeitaram essa decisão e a consideraram "exagerada", por limitar os direitos constitucionais da população injustificadamente.

A medida ainda não tinha sido ratificada ou rejeitada pelo Congresso da Guatemala, que tinha até amanhã para adotar uma decisão a respeito.

O estado de calamidade pública foi anunciado pelo vice-presidente Rafael Espada na quarta-feira passada, quando Colom estava em visita oficial à Colômbia.

A normativa, segundo Espada, era para que o Governo tivesse um melhor campo de ação para evitar a expansão da gripe suína na Guatemala, que mantém uma "alerta laranja" para fazer frente à doença.

O vice-presidente disse na segunda-feira que o foco de gripe suína, que infectou uma menina de 11 anos e duas mulheres de 19 e 22 anos, está "sob controle" na Guatemala, devido às medidas sanitárias adotadas pelas autoridades.

As três mulheres infectadas, segundo Espada, estão fora de perigo.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE oro/an

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