Guatemala responsabiliza crime organizado pela morte de estrangeiros

(atualiza com declarações do Ministro do Interior da Guatemala) Guatemala, 9 nov (EFE) - O ministro guatemalteco de Governo (Interior), Francisco Jiménez, responsabilizou hoje grupos do crime organizado pela morte de 15 nicaragüenses e um holandês, cujos corpos carbonizados foram achados no sábado no interior de um ônibus em uma zona rural do leste do país. Isto não é uma expressão da delinqüência comum. A magnitude desta situação faz-nos afirmar que é um tema do crime organizado, disse Jiménez em entrevista coletiva.

EFE |

O funcionário revelou as hipóteses que sobre este fato as forças de segurança trabalham, mas assegurou que os criminosos "forçaram a estrutura do ônibus, provavelmente buscando alguma coisa dentro", e acrescentou que "há evidências" disso.

Os guatemaltecos e o holandês morreram carbonizados no interior do ônibus no qual estavam durante o trajeto por uma estrada rural do leste da Guatemala, sem que até o momento as autoridades tenham estabelecido as causas do incêndio.

Donald González, porta-voz da Polícia Nacional Civil (PNC), disse à Agência Efe que "a apuração atualizada feita pelas autoridades dá conta de um total de 15 corpos, os quais foram transferidos ao Instituto Nacional de Ciências Forenses (Inacif)".

No entanto, um porta-voz da instituição explicou a jornalistas que, após iniciar as necropsias, constataram que o número real de vítimas é 16, já que "há dois corpos que estavam abraçados".

O incêndio foi registrado no sábado à noite na estrada que une as comunidades de La Reforma com La Fragua, no departamento de Zacapa.

Segundo González, até o momento não foi possível estabelecer o gênero ou idade das vítimas, já que seus corpos foram completamente consumidos pelas chamas.

"Os órgãos de socorro encontraram os corpos carbonizados dos camponeses que trabalhavam nas fazendas de melão localizadas nessa região. O assunto é muito confuso, porque não há evidências ou testemunhas", explicou a jornalistas um oficial da PNC do departamento de Zacapa.

Segundo o relato oficial, não há indícios de que o ônibus tenha colidido com outro e que isso tenha originado o incêndio.

Benedicto Girón, porta-voz dos Bombeiros Voluntários Departamentais, qualificou de "estranho" o episódio, já que indicou que "os cadáveres estavam sentados em seus lugares, e não há indícios que tenham tentado se salvar das chamas". EFE ca/ma

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