Guatemala prende ex-presidente Portillo a pedido dos EUA

CIDADE DA GUATEMALA (Reuters) - A polícia guatemalteca prendeu nesta terça-feira o ex-presidente Alfonso Portillo, que pode ser extraditado para os Estados Unidos para responder a acusações de lavagem de dinheiro. Um júri de inquérito de Nova York indiciou Portillo sob suspeita de que ele se apropriou de milhões de dólares durante seu mandato (2000-2004) e lavou essa quantia por meio de bancos norte-americanos e guatemaltecos.

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As autoridades encontraram o ex-presidente em uma fazenda no leste da Guatemala após vários dias de buscas, disse o procurador geral Amilcar Velásquez a uma rádio local.

Advogados de Portillo dizem que ele é inocente.

"Obviamente, pelo que ouvimos da defesa, eles vão usar todos os meios legais para evitar uma extradição", disse Velásquez.

Portillo, que foi eleito com promessas de redistribuir renda, também enfrenta acusações de corrupção na Guatemala. Ele fugiu para o México ao final do seu mandato, mas foi extraditado para seu país em 2008. Estava em liberdade sob fiança quando Washington pediu a extradição dele, no começo do mês.

O indiciamento feito nos EUA acusa-o de ter desviado 1,5 milhão de dólares de doações do governo de Taiwan, sob um programa chamado "Bibliotecas para a Paz", para contas controladas por parentes e amigos.

Além disso, ele é acusado nesse indiciamento de ter se apropriado de pelo menos 3,9 milhões de dólares do Ministério da Defesa guatemalteco, que teriam sido lavados por meio do banco estatal Crédito Hipotecário Nacional e de uma empresa local chamada Confia.

(Reportagem de Sarah Grainger)

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