Guardas americanos acusados de massacre no Iraque se entregam

(Atualiza com a confirmação da entrega dos guardas) Washington, 8 dez (EFE).- Cinco guardas de segurança da firma privada Blackwater Worldwide acusados pelo Governo dos Estados Unidos da morte de 17 civis no Iraque podem entregar-se hoje no estado de Utah para ser julgados, indicou a imprensa.

EFE |

Os cinco chegaram aos tribunais no início da manhã acompanhados de seus advogados e, apesar da grande quantidade de jornalistas à sua espera, eles não deram declarações à imprensa.

Os guardas, todos ex-soldados, foram formalmente acusados no sábado pelo Departamento de Justiça do massacre ocorrido em setembro de 2007 em Bagdá, no qual 17 civis iraquianos morreram, enquanto um sexto suspeito está negociando uma regra com o Governo.

A Blackwater sustenta que seus seis empregados dispararam após serem atacados em 16 de setembro de 2007 em um cruzamento de avenidas na capital iraquiana onde havia muitos pedestres e um intenso trânsito de veículos.

No entanto, uma investigação do Governo iraquiano concluiu que os agentes abriram fogo contra a multidão sem motivo nem provocação.

Uma investigação militar americana também concluiu que os agentes de segurança foram os únicos que abriram fogo, contradizendo a afirmação da Blackwater.

Este incidente pôs em xeque o papel das empresas de segurança terceirizadas pelo Departamento de Estado dos EUA e a suposta imunidade com que operavam no Iraque.

Fontes próximas ao caso assinalaram à imprensa americana que os mercenários escolheram se entregar em Salt Lake City, onde vive um deles (Donald Ball), porque ali poderiam obter um júri mais conservador do que em Washington.

O jornal "The Salt Lake Tribune" indicou que o advogado Brent Hatch, dessa cidade, e uma equipe que representa os cinco acusados disseram que "qualquer das jurisdições onde vivem estes homens seria um lugar apropriado para o julgamento".

No entanto, Salt Lake City é um lugar prático porque tem um aeroporto internacional com fácil acesso ao tribunal federal no centro da cidade, acrescentou Hatch segundo o jornal.

A Blackwater Worldwide é uma firma americana que emprega, principalmente, ex-soldados e ex-policiais, e fornece guarda-costas e unidades mercenárias de operações táticas em diversas partes do mundo.

No Iraque, à parte dos quase 150 mil soldados americanos, há mais de 125 mil "seguranças privados" empregados por dezenas de firmas e que dão desde apoio técnico até serviços de cantina, coleta de resíduos, custódia de instalações, proteção de funcionários e companhia armada para comboios. EFE jab/ab/jp

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