Guarda nazista perde recurso contra deportação em corte do EUA

Por James Vicini WASHINGTON (Reuters) - O ex-guarda de um campo de concentração nazista John Demjanjuk perdeu nesta segunda-feira um recurso na Suprema Corte dos Estados Unidos que tentava impedir sua deportação à Ucrânia, seu país natal.

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Sem nenhum comentário, a suprema corte se recusou a ouvir o recurso do mecânico aposentado de 88 anos que argumentou que o juiz diretor de imigração não tinha autoridade para ordenar sua deportação.

A rejeição do recurso marcou o último episódio de uma batalha entre Demjanjuk e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos que começou em 1977.

A ordem de deportação, emitida em 2005, diz que Demjanjuk pode ser mandado para a Alemanha ou para a Polônia, como uma alternativa, se a Ucrânia se recusar a aceitá-lo.

Aparentemente, nenhum país se prestou a receber Demjanjuk, seja para concedê-lo um visto ou para processá-lo por crimes de guerra, disse um ex-promotor do caso.

'Não recebi nenhuma indicação de que qualquer país queira receber um criminoso de guerra da notoriedade de John Demjanjuk', disse Jonathan Drimmer, que agora trabalha como advogado, em uma entrevista por telefone.

'Ele continuará livre, aguardando qualquer transferência acontecer. Neste ponto, qualquer país pode aceitá-lo.'

Demjanjuk já foi condenado por ser o sádico guarda 'Ivan, o terrível' e foi sentenciado à morte em Israel. Mas a Corte Suprema Israelense derrubou a condenação quando novas evidências mostraram que outro homem era provavelmente 'Ivan' no campo de Treblinka na Polônia, onde 870.000 pessoas morreram.

Demjanjuk já perdeu duas vezes a cidadania norte-americana, a segunda vez em 2002, quando um juiz federal determinou que ele havia sido guarda em três campo nazistas na Polônia e na Alemanha.

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