Guantánamo: justiça americana ordena libertação de mais um prisioneiro

Um juiz federal de Washington ordenou a libertação de mais um prisioneiro detido em Guantánamo, o chadiano Mohamed al Garani, capturado no Paquistão aos 14 anos e mantido desde então na base naval americana - de maneira ilegal, afirma o magistrado.

AFP |

De acordo com a sentença do juiz federal Richard Leon, à qual a AFP teve acesso nesta quinta-feira, as provas apresentadas pelo governo americano para justificar a prisão de al Garani são um "mosaico de alegações", insuficientes para manter o jovem encarcerado.

Mohamed al Garani contestou sua prisão através de um habeas corpus, autorizado em junho de 2008 pela Suprema Corte para os presos de Guantánamo. É a nona sentença do juiz Leon, que já determinou seis prisões infundadas e três justificadas.

"Ao contrário da maioria dos casos que esta Corte examinou, as provas que o governo apresentou se baseiam essencialmente em declarações de outros dois prisioneiros de Guantánamo", destacou o juiz.

Al Garani afirma que foi ao Paquistão em 2001 para escapar da Arábia Saudita, onde nasceu, "para fugir das discriminações das quais os chadianos são vítimas". Além disso, o jovem disse que queria "estudar informática e aprender inglês para ter uma vida melhor".

O governo americano, por sua vez, afirmava, entre outras coisas, que al Garani havia "combatido contra os Estados Unidos e seus aliados na batalha de Tora Bora", que precipitou a queda do talibã no final de 2001, e que era "membro de uma célula da Al-Qaeda em Londres".

Al Garani está entre os presos de Guantánamo que foram capturados ainda adolescentes. Ele foi transferido para a base naval no início de 2002, lá permanecendo por sete anos.

lum/ap

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