O grupo farmacêutico britânico GlaxoSmithKline (GSK), número dois mundial do setor, anunciou neste sábado as diretrizes de sua nova estratégia para os países em desenvolvimento, que inclui a venda de medicamentos mais baratos.

Andrew Witty, que dirige a GSK desde maio de 2008, afirmou em uma entrevista ao jornal britânico The Guardian que os grandes grupos farmacêuticos têm a obrigação de ajudar os países pobres e desafiou os concorrentes a seguir o exemplo.

Witty anunciou que em 50 países menos desenvolvidos a empresa reduzirá os preços dos remédios a níveis que não superem 25% das tarifas na Grã-Bretanha e Estados Unidos, e inclusive menos se possível.

Ele afirmou que países como Índia e Brasil devem ter preços de medicamentos mais acessíveis.

Também citou uma "área comum de patentes" que permitiria às indústrias compartilhar conhecimentos protegidos por patentes (componentes químicos, processos), importantes nas pesquisas de doenças raras para que outros cientistas possam aproveitar as informações.

Witty afirmou ainda que 20% dos lucros da GSK nos países menos desenvolvidos serão reinvestidos em seus sistemas de saúde (hospitais, clínicas, pessoal médico).

As organizações humanitárias consideram que as patentes dos medicamentos impedem aos países obter versões genéricas a melhores preços.

gj/fp

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