BLANTYRE (Reuters) - Grupos de direitos civis no Malaui pediram nesta terça-feira um referendo sobre a legalização da homossexualidade, após a prisão na semana passada do primeiro casal gay a se casar no conservador país africano. Um tribunal do Malaui negou na segunda-feira o pagamento de fiança aos dois homens, detidos por indecência pública após um casamento simbólico em um país onde a homossexualidade é ilegal.

O magistrado Usiwausina disse que a decisão tem por objetivo proteger os homens presos pois "o público está bravo com eles".

Na terça-feira, o Centro para o Desenvolvimento de Pessoas (Cedep), que trabalha com homossexuais, disse que o Malaui deveria realizar um referendo para expressar a opinião do país sobre o tema.

"Não podemos fugir do fato de que temos homossexuais entre nós", disse o diretor-executivo do Cedep, Gift Trapeze.

A polícia disse que os dois homens foram submetidos a exames médicos para verificar se tiveram relações sexuais. Se condenados, podem enfrentar a pena máxima de 14 anos de prisão.

(Reportagem de Mabvuto Banda)

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