Grupos pró-Taiwan buscam apoio do governo Obama temendo China

TAIPÉ (Reuters) - Grupos pró-Taiwan, suspeitos da rápida melhora das relações da China com os Estados Unidos, pediram ao presidente norte-americano, Barack Obama, nesta sexta-feira, para impedir a crescente ameaça militar de Pequim contra a ilha. Os Estados Unidos trocaram o reconhecimento diplomático de Taiwan para a China em 1979, aceitando a política de uma China de Pequim, mas são obrigados pelo Ato de Relações com Taiwan, de 30 anos, a defender a ilha. Além disso, o país norte-americano é o maior fornecedor de armamentos para Taiwan.

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Grupos de defesa da independência do território, incluindo a Federação Mundial de Organizações de Taiwan e um grupo norte-americano que representa 700 mil pessoas, enviaram a Obama e ao Congresso dos Estados Unidos cartas pedindo relacionamentos mais fortes com Taipé, afirmou um dos signatários.

"O Ato de Relações com Taiwan tem seus limites porque o ambiente geopolítico hoje está mais complexo e se difere daquele de 30 anos atrás", afirmou Bob Yang, presidente da Associação de Assuntos Públicos de Formosa, entidade sediada nos EUA.

"Pedimos para a administração Obama e ao Congresso encontrarem maneiras que ampliem o relacionamento dos EUA com Taiwan, restrinja a crescente ameaça militar chinesa contra Taiwan e fortaleça a visibilidade internacional de Taiwan."

Os grupos de defesa da independência de Taiwan temem que o governo dos EUA abandone a ilha enquanto cultiva relacionamentos mais estreitos com a China. Além disso, o temor é que os EUA não venham em ajuda de Taiwan em caso de um conflito armado.

A China vem reclamando Taiwan desde 1949, quando comunistas venceram a guerra civil chinesa e nacionalistas liderados por Chiang Kai-shek fugiram para a ilha. A China tem agora de 1.050 a 1.500 mísseis apontados para o território, afirmam autoridades taiuanesas.

Enquanto isso, autoridades do governo Obama afirmam que Washington mantém fortes e informais laços com Taiwan apesar do crescente aumento no relacionamento formal com Pequim, o que significa que houve pouca mudança em relação à postura de administrações anteriores.

(Por Ralph Jennings)

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