Grupos palestinos reunidos no Cairo avançam para reconciliação

Cairo, 15 mar (EFE).- Os dirigentes de diversas facções palestinas reunidas no Cairo conseguiram grandes avanços rumo à reconciliação, enquanto continuam as negociações para a formação de um novo Governo, informaram hoje fontes palestinas.

EFE |

O líder do partido Iniciativa Nacional Palestina, Mustafá Barghouti, disse à Agência Efe que o ambiente das reuniões, que começaram no último dia 10, "é muito mais positivo do que antes".

As conversas, que acontecem nos escritórios dos serviços de inteligência egípcios, ocorrem em cinco mesas de diálogo e devem terminar antes do fim do mês, segundo o estipulado pelas facções.

As cinco comissões estão divididas por setores: criação de um Governo de união nacional, convocação de novas eleições, reconciliação nacional, reestruturação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e das forças de segurança.

As comissões da reconciliação nacional e da OLP terminaram seu trabalho, segundo Barghouti, que destacou que as "conversas se concentram agora em chegar a um acordo sobre a formação de uma direção unida temporária, até a formação do novo Governo".

O dirigente palestino negou que tenha sido alcançado algum tipo de acordo sobre a divisão dos ministérios no novo Executivo.

"O único acordo que existe sobre o Governo é que deve ser de união nacional, que represente todos os poderes palestinos e que inclua algumas personalidades independentes", disse Barghouti, que não quis dar mais detalhes sobre as diferenças entre as facções que possam ser obstáculos a um acordo sobre este assunto.

Dirigentes de outras facções palestinas denunciaram à imprensa árabe que não foi resolvido nenhum dos temas principais conflituosos entre os diferentes grupos palestinos.

Segundo o jornal egípcio governamental "Al-Ahram", Osama Hamdan, um dos dirigentes do Hamas, afirmou que não se chegou a nenhuma solução para assuntos importantes, como a formação do novo Governo.

Outro dirigente do movimento palestino Fatah, Azam al-Ahmed, também condenou que não se tenha chegado a nenhum acordo e acusou o Hamas de "voltar para trás" nas negociações, segundo o jornal. EFE hh/an

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