Grupos ligados à Al Qaeda no Iraque assumem atentado em Ramadi

CAIRO - Um conglomerado de grupos armados liderado pela Al-Qaeda no Iraque assumiu neste domingo, em comunicado, a autoria do duplo atentado que deixou 25 mortos na quarta-feira (30) contra a sede do governo de Al-Anbar, em Ramadi.

EFE |

Em uma nota divulgada por um site habitualmente usado por esses grupos terroristas, o Estado Islâmico do Iraque afirmou que "dois amigos e soldados de Deus conseguiram entrar na sede do governo e das forças de segurança da província de Al-Anbar".

O comunicado, cuja veracidade não pôde ser confirmada, acrescenta que o duplo atentado coincidiu com uma reunião dos dirigentes das forças de segurança destinada a "acabar com os monoteístas e lutar contra os muçulmanos dessa província".

Um primeiro atentado foi lançado com um carro-bomba perto do edifício do governo, enquanto o segundo foi feito por um guarda-costas do governador que detonou a carga de explosivos que tinha presa ao corpo.

Um dia depois do ataque, no qual o governador, Qasem Mohammed, ficou ferido, foi destituído o chefe provincial da Polícia, Tareq Youssef Asal, que acusou a Al-Qaeda de envolvimento.

A nota divulgada neste sábado e assinada pelo Ministério de Informação do Estado Islâmico do Iraque relata que o primeiro atentado com carro-bomba foi cometido por um suicida que conseguiu entrar no perímetro de segurança e detonar a carga explosiva junto às patrulhas que protegiam os altos funcionários de segurança.

O comunicado acrescenta que, com essa explosão, foi preparado o caminho para o segundo terrorista, que detonou sua carga perto do governador.

Esse é o quarto atentado sangrento que o grupo terrorista assume nos últimos meses.

O último deles havia ocorrido em 8 de dezembro, com 125 mortos e 500 feridos.

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