Grupos liberais lançam campanha para exigir renúncia de Rice

Washington, 15 abr (EFE).- Três grupos liberais uniram forças hoje em uma campanha para exigir a renúncia da secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, por sua participação em reuniões nas quais foram autorizadas a tortura de detidos.

EFE |

Os grupos TrueMajority.org, Brave New Films, e Democracy for America anunciaram hoje em comunicado conjunto o lançamento do site CondiMustGo.com e uma campanha de anúncios televisivos nos quais se exige a renúncia de Rice .

De acordo com esses grupos, Rice, ainda como assessora de Segurança Nacional antes de ser nomeada secretária de Estado, participou de reuniões nas quais funcionários de alto nível do Governo do presidente George W. Bush "selecionaram" certas técnicas de torturas para aplicar em supostos terroristas.

A página de internet incluirá um pedido a favor da renúncia de Rice e um novo vídeo da Brave New Films que "documenta sua participação nessas reuniões de estratégia e como mentiu para o Congresso e para a nação (sobre o uso da tortura)".

Os três grupos pedem aos candidatos presidenciais que exijam a renúncia da chefe da diplomacia americana.

Os anúncios televisivos irão ao ar amanhã pela noite na Pensilvânia, onde os candidatos participarão de um debate nacional.

"Condoleezza Rice ajudou a decidir como torturar as pessoas, esse é o assunto", disse o diretor de internet de TrueMajority.org, Matt Holland.

"Como secretária de Estado, ela é o rosto de nosso país no mundo, e agora que o mundo sabe o que faz a portas fechadas planejando o abuso de prisioneiros, não podemos mostrar nosso rosto", acrescentou Holland.

No dia 9 de abril, a cadeia televisiva "ABC" disse que, segundo fontes anônimas, Rice, que foi assessora de Segurança Nacional e outros funcionários, entre eles o vice-presidente, Dick Cheney, e o então secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, se reuniram em segredo em dezenas de ocasiões para discutir as técnicas de tortura que poderiam ser utilizadas contra membros da Al Qaeda.

Essas fontes acrescentaram que as discussões do grupo seleto de assessores do Conselho de Segurança Nacional foram muito detalhadas e nelas inclusive foram aprovadas técnicas como a privação do sono e a asfixia simulada.

Dois dias depois, o presidente Bush disse em uma entrevista à mesma rede que estava ciente das reuniões nas quais se discutiram e aprovaram táticas de interrogatórios aos detidos pela Agência Central de Inteligência (CIA).

"Sim, estou ciente de que nossa equipe de segurança nacional se reuniu sobre este assunto e eu o aprovei", declarou Bush à jornalista Martha Raddatz da cadeia "ABC". EFE mp/fb

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG