Grupos liberais criticam jornalista que questionou nacionalidade de Obama

Washington, 31 jul (EFE).- O polêmico Lou Dobbs, apresentador da CNN, irritou grupos liberais que o acusam de difundir no programa rumores e falsidades para colocar em dúvida que o presidente Barack Obama tenha nascido nos Estados Unidos.

EFE |

Assim como o Moveon.org, a organização Southern Poverty Law Center (SPLC, na sigla em inglês) acredita que Dobbs desprestigia a "CNN" ao ter disseminado em seu programa a tese dos chamados "birthers", que tentam semear dúvidas sobre a legitimidade da Presidência de Obama, e quer a demissão do jornalista.

O diretor da "CNN", Jon Klein, não respondeu à carta enviada há oito dias por Richard Cohen, diretor do SPLC, pedindo que demita Dobbs, disse hoje à Agência Efe Booth Gunter, um porta-voz do grupo liberal.

"A emissora deve tirar do ar vozes irresponsáveis", acrescentou Gunter.

Na carta a Klein, Cohen acusou Dobbs de divulgar "falsidades e teorias da conspiração racistas", e afirmou que se a "CNN" se gaba de ser "respeitável", não deveria empregar repórteres que divulgam "propaganda falsa".

"É hora de a "CNN" eliminar o senhor Dobbs de suas transmissões", aconselhou Cohen na carta.

O cenário de fundo deste assunto é a campanha pela internet, por rádio e por anúncios e outdoors nas estradas de grupos conservadores que exigem que o presidente Barack Obama demonstre com "provas" que nasceu no Havaí.

Lou Dobbs, conhecido por sua campanha contra os imigrantes ilegais, se envolveu na controvérsia e no dia 15 exigiu ver a certidão de nascimento "original" do presidente. EFE mp/db

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