Grupos extremistas de direita crescem nos EUA, diz relatório

O número de grupos extremistas de direita está crescendo nos Estados Unidos, de acordo com um relatório publicado nesta quarta-feira pelo governo americano. Segundo o documento do Departamento de Segurança Interna, a eleição de Barack Obama, o primeiro presidente negro da história do país, e a crise econômica global podem ter tido influência neste aumento.

BBC Brasil |

O relatório afirma que o aumento do desemprego e outros fatores internos ajudaram a criar um clima como o do início da década de 1990, quando aconteceu um aumento do número dos grupos racistas.

Este crescimento chegou ao fim em 1995 quando o FBI (a polícia federal americana) reprimiu uma série de grupos extremistas após o atentado a bomba na cidade de Oklahoma, atribuído a um extremista racista, Timothy McVeigh.

Além disso, após a eleição de Barack Obama houve um aumento no número de frequentadores de sites que pregam mensagens racistas.

"Solitários"
O estudo afirma que a ameaça oferecida pelo que chamou de "lobos solitários" e "pequenas células terroristas" é mais forte do que nos últimos anos.

Como exemplo, o documenta cita um incidente ocorrido há duas semanas na cidade de Pittsburgh, nordeste do país, quando três policiais foram mortos a tiros por Richard Poplawski, membro de um fórum na internet que prega a superioridade das pessoas brancas.

Mas o texto não apresenta referências a ameaças específicas que estariam sendo planejadas por extremistas.

Conservadores americanos dizem temer que as conclusões do estudo levem o governo a endurecer as leis de controle de armas e a restringir a liberdade de expressão.

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