Grupos de refugiados norte-coreanos ameaçam passagem da tocha por Seul

Seul, 16 abr (EFE).- A passagem da tocha olímpica por Seul enfrenta possíveis tentativas de interrupção do revezamento por parte de organizações de norte-coreanos e grupos cristãos, em protesto contra políticas chinesas em relação aos foragidos da Coréia do Norte, anunciou hoje a agência Yonhap.

EFE |

Os grupos anunciaram ações contra o revezamento da tocha olímpica, que passará por Seul em 27 de abril, um dia antes de viajar para Pyongyang, capital norte-coreana.

Segundo várias organizações de refugiados norte-coreanos, cerca de 2 mil pessoas protestarão no Parque Olímpico do sul de Seul, onde deverá começar o percurso da tocha pela cidade.

O Comitê Olímpico Coreano já avisou que pode mudar o percurso da tocha por causa de protestos enfrentados pela comitiva olímpica em outras cidades pelas quais passou, como Paris e Londres.

Kim Kyou-ho, um dos líderes da entidade Christians for Social Responsibility (Cristãos pela Responsabilidade Social, em tradução livre), pediu à China que interrompa "imediatamente" a "repatriação de foragidos norte-coreanos" e que os reconheça como "refugiados".

A China se nega a aceitar os norte-coreanos que fogem de seu país como refugiados, como recomenda a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas.

A postura de Pequim consiste em um acordo com Pyongyang para repatriar os quais denomina de "imigrantes econômicos".

Algumas fontes afirmam que quando os foragidos são repatriados costumam ser executados ou presos.

A Coréia do Norte se comprometeu a garantir uma passagem "muito tranqüila" da tocha por seu território. EFE fab/ev/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG