As milícias de extrema-direita se multiplicam nos Estados Unidos depois de uma década em declive, em reação à eleição do primeiro presidente negro da história do país, revela nesta quarta-feira um estudo do Southern Poverty Law Center (SPLC), uma associação reconhecida por seus trabalhos sobre a extrema-direita.

Com uma ideologia racista, violentamente antigovernamental e oposta à imigração, os grupos de extrema-direita americana que prosperaram durante os anos 90 e deixaram um rastro de ataques terroristas mortais, estão em nídio desenvolvimento, afirma a pesquisa.

"Trata-se do crescimento mais importante a que assistimos há 10 ou 12 anos", indicou um oficial da polícia citado no estudo intitulado "A segunda onda: o retorno das milícias".

"Só falta uma faísca. É apenas uma questão de tempo que cheguem as ameaças e violências", afirma a fonte.

Segundo dados do SPLC publicados em fevereiro passado, o número de grupos racistas aumentou 54% entre 2000 e 2008, passando de 602 a 926.

O estudo faz uma relação direta entre a eleição de Barack Obama e os números de assassinatos de policiais este ano.

Segundo o informe, o fato de o "governo federal - uma entidade que todos os movimentos radicais veem como seu principal inimigo - esteja encabeçado por um negro" provocou um grande ressentimento entre os defensores da supremacia branca.

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