Grupos de esquerda protestam em frente a embaixada de Israel em Buenos Aires

Buenos Aires, 29 dez (EFE).- Grupos de esquerda e organizações de piqueteiros repudiaram hoje a ofensiva militar que Israel lançou na Faixa de Gaza durante uma manifestação frente à embaixada de Israel em Buenos Aires.

EFE |

"(Na Faixa de Gaza) a opressão cai sobre as casas de maneira arrasadora. Hoje está sendo bombardeada de maneira selvagem", advertiu um comunicado lido durante o protesto na capital argentina, em repúdio às ataques que mataram 345 pessoas e feriram outras 1.600, segundo o Ministério da Saúde deste território palestino.

Os militantes de esquerda acusam Israel de "um regime racista e assassino", que classificam como responsável pela violência em Gaza.

Os manifestantes também acusaram "as grandes potências do mundo" por este "massacre étnico", Eles não nenhuma fizeram condenação ao movimento islamita Hamas que anteriormente quebrara o cessar-fogo, lançando dezenas de foguetes contra Israel, que retaliou.

"A morte e a miséria não terminam nunca nesta faixa litorânea.

Suas famílias estão cercadas por um muro de exclusão", indicou o comunicado lido no protesto.

O cerco a Gaza acontece desde junho de 2007, quando o Hamas tomou à força a Faixa da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que tinha seu comando legal.

Os manifestantes exibiram ainda seus sapatos em alusão ao jornalista iraquiano Montazar al Zaidi, que jogou seus sapatos contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em entrevista coletiva em Bagdá realizada há pouco mais de duas semanas.

No fim de semana passado, a Chancelaria argentina pediu em comunicado a israelenses e palestinos que "ponham fim de maneira imediata a todo ato de violência" na Faixa de Gaza, em referência aos ataques de Israel iniciados no sábado.

No entanto, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, advertiu hoje que a operação em Gaza denominada "Chumbo Fundido" será "ampliada e aprofundada segundo seja necessário" e assegurou que se trata de uma "guerra total contra o Hamas e 'os de sua classe'". EFE ms/jp

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