Grupos de direitos humanos sofreram ataques em 2009: relatório

Por Michelle Nichols NOVA YORK (Reuters) - Grupos de direitos humanos sofreram um intenso retrocesso em 2009 em alguns países, com casos de ativistas sendo assediados, detidos e mortos, denunciou a Human Rights Watch na quarta-feira, ao mesmo tempo em que pediu aos governos que tornem os direitos humanos um fundamento da diplomacia.

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Em seu 20o. relatório anual sobre os direitos humanos no mundo, o grupo afirmou que os ataques contra os ativistas não se limitaram a países autoritários, como Mianmar e China. Segundo o documento, houve um aumento nos ataques contra monitores de direitos humanos em países com governos eleitos, e que enfrentam insurgências.

"Esses ataques podem ser observados como um tributo inconsciente ao movimento dos direitos humanos", escreveu o diretor-executivo da Human Rights Watch, Kenneth Roth, na introdução ao Relatório Mundial 2010. "Se os governos não estivessem sendo incomodados pelas críticas, eles não se dariam ao trabalho de tentar asfixiar a fonte".

"Sob variados pretextos, esses governos estão atacando os fundamentos básicos do movimento dos direitos humanos", disse ele. "Ativistas foram molestados, detidos e por vezes mortos". Algumas organizações foram fechadas ou ficaram debilitadas.

O relatório informou que monitores dos direitos humanos foram mortos na Rússia, no Sri Lanka, no Quênia, no Burundi e no Afeganistão, enquanto o Sudão e a China fecharam rotineiramente grupos de direitos humanos, enquanto Irã e Uzbequistão assediaram e prenderam ativistas.

Colômbia, Venezuela e Nicarágua foram acusadas de ameaçar e molestar ativistas e a violência foi usada em locais como a República Democrática do Congo e o Sri Lanka, disse a Human Rights Watch.

Alguns governos, como os da Etiópia e do Egito, adotam regulamentos extremamente restritivos para suprimir o trabalho de organizações não governamentais. Outros países cassaram advogados (China e Irã), abriram processos criminais (Uzbequistão e Turcomenistão) e por difamação (Rússia e Azerbaijão) para silenciar os críticos, disse o relatório.

Ele também descobriu que grupos de direitos humanos locais e internacionais trabalhando em Israel têm enfrentado um clima mais hostil desde a guerra em Gaza, ocorrida um ano atrás.

O relatório pode ser acessado, em inglês, no site www.hrw.org/world-report-2010.

(Reportagem de Michelle Nichols)

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