Grupo separatista nega autoria de atentado na China

Pequim, 5 ago (EFE).- O Movimento Islâmico do Turquestão Oriental (Etim, na sigla em inglês), que a China acredita está por trás do suposto atentado terrorista cometido ontem contra um posto policial em Xinjiang, negou a autoria do ataque, e acusou Pequim de reprimir, isolar e caluniar o povo uigur.

EFE |

"Não acho que se trate de um complô terrorista", afirmou Dilxadi Rexiti, porta-voz no exílio do Centro de Informação do Turquestão Oriental, citado hoje pelo jornal "South China Morning Post".

"Trata-se de uma luta armada, e é a resposta à persistente repressão do Governo chinês na região", declarou Rexiti.

Neste sentido, assegurou que acusar pelo ataque o Etim "não tem fundamento".

Rexiti lamentou o atentado cometido em Kashgar, no qual dois homens lançaram um caminhão contra um grupo de policiais e posteriormente os atacaram com artefatos explosivos caseiros e facas, matando 16 agentes e deixando outros 16 feridos, segundo informou a agência oficial "Xinhua".

"Lamentamos o ocorrido, e estamos muito preocupados, pois vemos que a repressão das autoridades chinesas obrigou os uigures, amantes da paz, a adotar o caminho da luta armada contra as autoridades", afirmou. EFE pa/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG