Grupo reivindica atentado na Índia, cujos mortos chegam a 77

(aumenta o número de vítimas mortais e acrescenta a reivindicação de um grupo terrorista) Nova Délhi, 31 out (EFE).- Em mensagem a uma emissora de TV da Índia, o grupo terrorista Indian Mujahedin (guerreiros islâmicos) reivindicou hoje a autoria das 12 explosões cometidas ontem no estado de Assam, no nordeste indiano, cujo número de mortos chegou a 77, enquanto os feridos são pelo menos 360.

EFE |

Um porta-voz do Governo de Assam, Subhas Dás, confirmou à imprensa indiana que mais 13 pessoas morreram em relação a ontem.

Uma fonte policial, citada pela agência "Ians", confirmou que um grupo denominado Indian Mujahedin, ou Forças de Segurança Islâmica, atua em Assam desde 2000, quando foi criado para combater a tribo bodo, grupo etnicamente próximo a povos do sul da China e da vizinha Mianmar -embora de religião hindu- que povoa a região.

Até agora a Polícia deteve 12 pessoas para submetê-las a interrogatórios, segundo um porta-voz do Governo de Assam, citado pela "Ians".

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, que é deputado por Assam no Parlamento indiano, deve visitar a região amanhã.

Nove das 12 bombas explodiram em Guwahati, a principal cidade do estado, e nas localidades de Kokrajhar, Barpeta e Bongaigaon, no oeste da região, segundo o subinspetor da Polícia de Assam M.

Mohanto, consultado pela agência Efe.

Destas, quatro explosões ocorreram perto do complexo de segurança que aloja edifícios como o Parlamento de Assam, uma em frente a um escritório da Administração estadual e outras duas em mercados, simultaneamente, às 11h30 locais (4h de Brasília).

Tanto em Assam como nos outros seis estados do nordeste da Índia, cuja população apresenta diferenças étnicas e religiosas, em relação ao resto do país, operam cerca de 30 grupos armados separatistas.

EFE mb-amp/jp

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