Grupo quer que Igreja inglesa exponha responsáveis por abusos

Por Stefano Ambrogi LONDRES (Reuters) - Representantes de uma entidade norte-americana que faz campanhas em prol de vítimas de abusos sexuais do clero chegou na terça-feira a Londres para pedir à Igreja Católica local que deixe de acobertar esses casos e identifique padres predadores.

Reuters |

A Igreja tem sido abalada por acusações de abusos sexuais cometidos por padres na Alemanha, Irlanda, Áustria e Holanda, entre outros lugares.

"Nossa meta é alcançar as vítimas do abuso, e viemos (à Europa) porque ouvimos muitas vítimas dizendo: 'Ele (o abuso) está aí, vocês vão nos ajudar?'", afirmou à Reuters Barbara Dorris, da Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres (Snap, na sigla em inglês), que tem sede em Chicago.

Cercada por fotos de crianças abusadas, e junto a três vítimas britânicas que contaram seu drama, Dorris e sua colega Barbara Blaine escolheram um ponto perto da catedral de Westminster, no centro de Londres, para passar seu recado. A catedral é o maior templo católico da Inglaterra.

Desde que chegou à Europa, há uma semana, a dupla visitou a Alemanha e a Áustria, formando redes de apoio às vítimas e mantendo contatos com grupos já existentes em diversas cidades.

Ambas as mulheres, elas próprias vítimas de abusos cometidos por padres nos EUA, querem que o arcebispo de Westminster, Vincent Nichols, chefe da Igreja Católica na Inglaterra e País de Gales, tome medidas imediatas com relação às denúncias.

Blaine, presidente da Snap, pediu ao arcebispo também que abra os arquivos sobre possíveis crimes sexuais envolvendo o clero da Inglaterra, e que entregue os responsáveis à polícia.

Nenhum porta-voz da diocese de Westminster foi imediatamente localizado para comentar.

A Snap diz já ter sido contatada por 45 vítimas inglesas em busca de ajuda, e espera que muitas outras apareçam quando um sistema adequado de apoio estiver implantado.

"(A Igreja) poderia ter feito muito mais, mas não fez", acrescentou Dorris, diretora da Snap para o contato com vítimas. "Isto é só o começo, e vamos pedir publicamente que (Nichols) intervenha."

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