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Grupo que negocia programa nuclear do Irã promete mais sanções ao país

Bruxelas, 6 ago (EFE).- Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (CS) da ONU (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China), mais a Alemanha, decidiram hoje promover novas sanções contra o Irã, dada a recusa do país em suspender seu programa nuclear.

EFE |

As potências lamentaram o fato de Teerã ter se negado a dar uma "resposta clara" à oferta de incentivos apresentada pelo grupo para que detivesse seu projeto atômico. Além disso, combinaram de começar a preparar uma nova resolução contra o Irã na ONU.

A decisão foi tomada em uma teleconferência com o alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, durante a qual os representantes dos seis países analisaram os últimos contatos mantidos com o Governo iraniano.

"Estamos decepcionados com o fato de o Irã ter se negado mais uma vez a dar a Javier Solana uma resposta clara ao generoso pacote de incentivos do grupo", disse em Washington o porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Gonzalo Gallegos.

Na opinião do funcionário, a carta enviada ontem pelo Irã "parece ser uma tática retardadora", razão pela qual as seis potências concluíram que "não há outra opção, a não ser impulsionar novas sanções contra o Irã".

Para a França, a carta do Irã não trouxe "a resposta esperada", disse o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores francês, Romain Nadal.

"A questão colocada - se o Irã aceitava a oferta de uma 'via de mão dupla' para travar negociações - era clara e pedia uma resposta simples", acrescentou o funcionário, que lamentou o fato de o país voltar a "não dar uma resposta clara".

A oferta apresentada pelas seis potências daria ao Irã seis semanas de pré-negociação, período durante o qual poderia prosseguir com sua atividade nuclear atual, mas sem instalar novas centrífugas.

Em troca, o grupo de países negociadores não adotaria novas sanções contra o Irã, e, depois, as partes passariam a uma fase de negociações formais, durante as quais Teerã aceitaria suspender seu programa nuclear.

No entanto, segundo fontes do Governo americano, Teerã insiste em seu direito de promover atividades nucleares pacíficas, e, em sua carta, praticamente se limita a transcrever a última conversa telefônica entre Solana e o negociador iraniano, Saeed Jalili.

Em Bruxelas, o gabinete de Solana evitou fazer comentários sobre a teleconferência de hoje, mas tudo indica que o alto representante manterá a porta aberta para novos contatos com o Irã, dentro da "via de mão dupla" de incentivos e sanções que as potências defendem na negociação.

Neste sentido, a Rússia deixou claro que, apesar do consenso de hoje, ainda existem possibilidades de diálogo com Teerã e que as negociações não são "um tema concluído".

"Manteremos abertas todas as vias para a continuação dos contatos com o Irã, a fim de esclarecer sua postura", destacou Andrei Nesterenko, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores russo.

O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, afirmou ainda que não há um prazo definido para a adoção de ações contra o Irã. Além disso, declarou que o programa nuclear será um dos assuntos a serem discutidos quando os ministros de Assuntos Exteriores das seis potências se encontrarem em Nova York para a abertura da nova da Assembléia Geral da ONU, em setembro.

Por sua vez, o Governo britânico se disse decepcionado com o Irã, por não ter recebido "uma resposta positiva" ao "generoso programa de incentivos proposto" para que Teerã abandonasse seu programa nuclear.

Em um comunicado, o ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido, Kim Howells, afirmou que, dada a "decepcionante resposta", os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha, se viram "sem outra alternativa", a não ser promover mais sanções.

Howells disse que os contatos informais entre Solana e Jalili continuarão, como parte de uma estratégia bilateral.

"O Irã tem uma opção clara: compromisso ou isolamento. Lamentamos que os dirigentes do Irã pareçam ter escolhido o isolamento", acrescenta.

"Caso o Irã continue rejeitando ir à mesa de negociações, a pressão internacional não fará mais que crescer", advertiu Howells.

EFE mvs/sc

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