Grupo propõe regularização de imigrantes em troca de dinheiro no R.Unido

(embargada até as 20h01 de hoje em Brasília) Londres, 20 jul (EFE) - Os aproximadamente 500 mil imigrantes irregulares que residem no Reino Unido deveriam ter a opção de ser regularizados em troca de cerca de 5 mil libras (US$ 10 mil), propôs hoje um think-tank (grupo de pensamento) britânico. O grupo de especialistas liberal Centre Forum considera que essa iniciativa deveria se dirigir a todos aqueles que moram há mais de três meses de forma ilegal no Reino Unido e que, depois de cinco anos, poderiam obter a residência permanente se cumprirem determinados critérios. Os candidatos ao programa pagariam 200 libras (US$ 400) no início e depois mil libras (US$ 2 mil) ao ano durante cinco anos, segundo a proposta do think-tank, citada pela agência britânica de notícias PA. O dinheiro seria dirigido a pagar o custo da manutenção do sistema. No final do processo, os imigrantes poderiam conseguir a residência permanente no Reino Unido se cumprissem uma série de critérios, como ser capazes de demonstrar que estavam pagando impostos, ter um trabalho estável e falar um nível básico de inglês. Caso esses critérios não sejam cumpridos depois de cinco anos, os imigrantes teriam que retornar aos países de origem voluntariamente em um prazo de seis meses e teriam direito de receber 2.500 libras (US$ 5 mil).

EFE |

Para o Centre Forum, este sistema tornaria mais fácil para o Governo atuar contra os imigrantes irregulares que representem uma ameaça verdadeira para a segurança e melhoraria as relações na comunidade.

"Expulsar todos os imigrantes irregulares do Reino Unido é simplesmente impossível. Qualquer aproximação ao problema deve implicar em alguma forma de regularização. A medida que apresentamos aumentaria a segurança, a prosperidade e a coesão social", acredita Will Somerville, um dos autores do estudo.

No entanto, a organização Migrationwatch, que faz campanha contra a imigração em massa, qualifica a proposta de "lunática".

O presidente da entidade, Andrew Green, citado pela "PA", disse que a medida fomentaria "ainda mais a imigração irregular". EFE ep/db

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