Grupo processa Dell por US$ 500 milhões por discriminação

O fabricante americanos de computadores Dell enfrenta uma ação coletiva por práticas discriminatórias em relação às mulheres e a funcionários de mais de 40 anos, que reivindicam 500 milhões de dólares por danos.

AFP |

"Falar que não existe um teto para as mulheres na Dell é um eufemismo. Na verdade, há, sim, um teto e é de cimento", comentou o advogado Steven Wittels, que representa as partes litigantes nesse assunto.

"Quando a Dell publicar suas estatísticas e sua documentação sobre salários, promoções e demissões, acreditamos que a verdade aparecerá e que as acusações de discriminação de nossos clientes estarão justificadas", acrescentou um dos advogados que trabalha no assunto, David Sanford, citado em um comunicado.

Os advogados destacam que a comissão executiva que dirige a Dell é integrada por 14 homens e que os postos mais altos da empresa são ocupados em 80% por homens.

Quatro mulheres que tinham cargos de responsabilidade em Recursos Humanos na Dell iniciaram a ação em nome de "milhares de empregados atuais e de ex-funcionários da Dell, mulheres e pessoas mais velhas afetadas, de forma desproporcional, pela onda de demissões de 2007 e 2008", que somaram 8.000 postos eliminados, segundo uma nota.

As quatro demandantes, que foram demitidas da Dell, alegam que, quando eram funcionárias, tiveram rejeitadas suas promoções e chegaram até a ouvir que seria impossível avançar na empresa.

chr/tt

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