Grupo paquistanês provavelmente atacou Mumbai, dizem EUA

BRUXELAS (Reuters) - Um grupo que tem base no Paquistão pode ter sido o responsável pelos ataques de militantes à capital financeira indiana de Mumbai, que matou 183 pessoas, disse uma autoridade do Departamento de Estado norte-americana nesta terça-feira. Há muitas razões para que pensemos que se trate de um grupo, parcialmente ou inteiramente, organizado no território do Paquistão, disse a autoridade a jornalistas em um encontro entre ministros de Relações Exteriores da Otan.

Reuters |

A autoridade, que não identificou as fontes de sua informação, falou algumas horas antes de a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, deixar Bruxelas para Nova Délhi para discutir os ataques da semana passada com o governo indiano.

A autoridade, que falou em condição de anonimato, apontou para as declarações do governo paquistanês de que se o ataque se originou em seu território, então as autoridades locais estariam prontas para perseguir os militantes no país.

"Eles prometeram agir de boa vontade e se comprometeram investigar o problema", disse. "Eles aceitam a possibilidade de que pode haver pessoas envolvidas no território do Paquistão", acrescentou. "Precisamos todos trocar informações e seguir qualquer pista."

A autoridade se negou a informar a fonte de suas suspeitas e não informou o nome do grupo, mas disse que falava se baseando em uma "variedade de informações de diversas fontes, algumas públicas e outras não".

Investigadores disseram que os ataques foram promovidos por militantes treinados pelo grupo paquistanês Lashkar-e-Taiba, culpado pelo ataque ao Parlamento indiano em 2001.

Perguntado sobre a autoria do Lashkar-e-Taiba, ele respondeu: "Essa tem que ser uma das possibilidades."

Sobre informações de que agências de inteligência teriam alertado a Índia para a possibilidade de um ataque em Mumbai, o oficial respondeu: "Não. Não estou em posição para confirmar isso. Não estou em posição para fazer comentários sobre a inteligência dos EUA".

(Reportagem de Sue Pleming)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG