Grupo opositor iraniano nega vínculo com assassinato de especialista nuclear

Cairo, 12 jan (EFE).- O grupo de oposição iraniano no exílio Mujahedin Khalq (combatentes do povo) negou envolvimento no atentado a bomba que resultou hoje na morte em Teerã de um professor universitário especialista em energia nuclear.

EFE |

Em comunicado enviado à Agência Efe por opositores iranianos no campo de Ashraf, no Iraque, o grupo condenou o que considera tentativas do regime iraniano de atribuir-lhes a autoria do assassinato do professor Massoud Mohamadi.

O canal de televisão oficial iraniano em árabe, "Alalam", que citou fontes "bem informadas" mas não-identificadas, sugeriu que o ataque poderia ser obra desse movimento opositor, considerado terrorista pelo regime de Teerã.

"A atribuição do atentado à organização Mujahedin Khalq faz parte da campanha de difusão de mentiras e de difamação contra esta organização, que não está nada relacionada com isso", disse o grupo na nota.

Além disso, assegurou que as autoridades do Irã querem "conseguir objetivos políticos específicos, que incluem a execução dos presos políticos fiéis aos Mujahedin Khalq por meio da difusão dessas mentiras".

O grupo opositor lembra que essa não é a primeira vez que o regime iraniano lhe atribui crimes terroristas.

Massoud Mohamadi, professor de Física da Universidade de Teerã e especialista em energia nuclear, morreu ao explodir uma bomba, colocada em uma motocicleta junto a seu carro e acionada por controle remoto, no bairro de Qeytariyeh, no norte de Teerã.

Segundo o relato oficial, o dispositivo explodiu quando o cientista saía de casa e entrava no veículo para ir ao trabalho. EFE hh/sa

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