Grupo opositor iraniano denuncia má condição de saúde de 4 membros detidos

Cairo, 6 ago (EFE).- O grupo opositor iraniano Mujahedin Jalq (Combatentes do Povo) denunciou hoje que quatro de seus membros detidos, junto a outras 32 pessoas, no dia 28 de julho, pelas Forças de Segurança iraquianas, se encontram em estado grave.

EFE |

O porta-voz do grupo Shahriar Kia assegurou à Agência Efe, por telefônica, que os presos não comem há dez dias, na cidade de Khalis, na província iraquiana de Diyala, onde permanecem sob custódia policial.

Os membros do grupo foram detidos pelas Forças de Segurança iraquianas quando invadiram o campo de refugiados Ashraf, situado no leste do Iraque, onde vivem 3.500 iranianos pertencentes ao grupo, desde 1986, considerado terrorista pelo regime iraniano.

Kia pediu, além disso, às organizações humanitárias internacionais que intervenham imediatamente para que estas quatro pessoas, que sofrem ferimentos graves, possam receber tratamento médico adequado.

Além disso, ressaltou à Efe que as autoridades iraquianas continuam proibindo a entrada de produtos básicos no campo.

O campo Ashraf, que se encontra a cerca de 80 quilômetros da fronteira com o Irã, esteve controlado por forças dos Estados Unidos de 2003 até o início deste ano, quando o controle passou para as mãos iraquianas.

A Polícia iraquiana ficava apenas nos arredores do local, mas, na terça-feira, decidiu invadir o campo para impor autoridade, segundo porta-vozes do Governo.

Durante o ato, sete pessoas, segundo os residentes do campo de refugiados, ou seis, segundo as autoridades iraquianas, morreram pela ação dos policiais e dos soldados.

As autoridades iraquianas querem fechar esse campo de refugiados e pediram a seus habitantes que retornem ao Irã, viajem para outros países ou que vão para outros lugares do Iraque, longe da fronteira.

Mas os exilados iranianos temem que se retornarem ao Irã serão detidos ou torturados e apresentaram uma série de condições para que organizações internacionais garantam o retorno seguro a seu país de origem. EFE jfu/pd

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