Grupo nega envolvimento em ataques em Mumbai e critica ilegalização

ISLAMABAD - A organização paquistanesa Jamaat-ud-Dawa (JuD), que, segundo a Índia, dá cobertura ao grupo terrorista que cometeu os atentados em Mumbai, desmentiu nesta quarta-feira qualquer envolvimento com esse ataque e disse que recorrerá da decisão da ONU de incluí-lo na lista de grupos terroristas.

EFE |

O líder do JuD, Hafiz Mohammed Said, disse, em entrevista coletiva televisionada a partir de Lahore, que sua organização enviará uma carta ao comitê antiterrorista do Conselho de Segurança da ONU para explicar seu "ponto de vista", e criticou as acusações contra o grupo.

"Não temos nada a ver com o Lashkar-e-Toiba (LeT, grupo caxemiriano acusado pela Índia do massacre em Mumbai). A Índia sempre acusa o Paquistão de seus ataques, mas não tem nenhuma prova ainda", disse.

"Não estamos envolvidos nos atentados de Mumbai. Não há nenhuma prova contra nós. Se houver, que enviem a nós, que iremos a um tribunal", disse o líder do JuD e fundador do LeT.

Said acrescentou que o Jamaat-ud-Dawa tem muitas escolas corânicas e algumas universidades no Paquistão, por isso, se o governo decidir proibir e fechar a organização, isso "representará uma grande perda para muita gente que está empregada".

O governo paquistanês disse ontem que proibirá a organização - como fez antes com o LeT - se houver provas do envolvimento do grupo nos atentados em Mumbai.

Além disso, o líder do JuD defendeu o trabalho social do grupo, que ajudou tanto as vítimas do terremoto que atingiu a parte paquistanesa da Caxemira, em 2005, como as do tremor que ocorreu na província do Baluchistão em outubro.

O LeT está proibido no Paquistão desde 2002, mas fontes diplomáticas e de segurança disseramque as autoridades foram tolerantes com suas atividades.

As forças de segurança paquistaneses iniciaram no domingo uma operação contra instalações do LeT na qual, por enquanto, foram registradas mais de 20 detenções.

A Índia exigiu ao Paquistão a entrega de cerca de 20 "fugitivos" terroristas, entre eles Said.

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