Grupo lança campanha contra esterilização forçada de mulheres

Madri, 4 jul (EFE) - O Centro Europeu pelos Direitos do Povo Cigano (ERRC, em inglês) apresentará, no 10º Congresso Mundial de Mulheres que começa hoje em Madri, uma campanha global contra a esterilização à força das mulheres e para exigir compensações àquelas submetidas a essa prática.

EFE |

O objetivo prioritário desta iniciativa é que os Governos envolvidos "peçam desculpas, que aceitem e que dêem compensações", disse hoje à Agência Efe o responsável da Área da Mulher do Centro Europeu pelos Direitos do Povo Cigano, Ostalinda Maya.

A organização espera que todas as associações de mulheres e entidades de defesa dos direitos humanos se somem a esta campanha "para pedir justiça" não só para as mulheres de etnia romani, mas para as que, em alguns países, são esterilizadas sem consentimento por sofrer de alguma invalidez psíquica ou por ser transexuais.

No painel que, este sábado, abordará este assunto no Congresso "Mundos de Mulheres" participarão, entre outras, representantes do chamado Grupo de Mulheres Prejudicadas pela Esterilização que, desde 2004, trabalha para obter compensações para suas integrantes.

Paralelamente ao lançamento da campanha global em Madri, também haverá atos de denúncia em Budapeste (Hungria) e Ostrava (República Tcheca), nos quais serão distribuídos postais que exigem desculpas e compensações aos correspondentes Governos.

Na República Tcheca houve várias denúncias perante os tribunais e perante o defensor público pelas esterilizações ilegais à força, supostamente realizadas em estabelecimentos médicos públicos. EFE pi/db

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