Grupo iraquiano processa Rumsfeld nos EUA por torturas

Um grupo iraquiano de defesa dos direitos humanos informou nesta segunda-feira ter entrado com 200 processos nos Estados Unidos contra o ex-secretário americano de Defesa, Donald Rumsfeld, e contra algumas empresas de segurança americanas, por seu suposto papel em casos de torturas nas prisões iraquianas.

AFP |

Ali Qaissi, chefe do grupo "Sociedade das vítimas da ocupação no Iraque", sediado na Jordânia, explicou que os processos relacionados a tortura e abusos contra presos iraquianos foram enviados a tribunais federais dos estados americanos da Virginia, Michigan e Maryland.

"Cerca de 30 processos já foram aceitos", declarou Qaissi à AFP, indicando que os outros estão sendo estudados pelas autoridades judiciais.

"A tortura fazia parte do sistema. Os responsáveis devem ser punidos, e as vítimas, ressarcidas", acrescentou.

Qaissi afirmou ter sido torturado pelas tropas americanas também, durante os seis meses em que ficou preso após a invasão do Iraque. Ele, contudo, se nega a dar mais detalhes sobre este fato.

Em 2007, grupos de defesa dos direitos humanos da França, Alemanha e dos Estados Unidos tentaram entrar com processos por tortura contra Rumsfeld - que é considerado responsável, junto com outros altos funcionários da administração americana, pelo tratamento desumano dispensado aos prisioneiros iraquianos nas prisões americanas no Iraque.

Cinco funcionários da empresa de segurança Blackwater, que trabalhavam para o departamento americano de Estado em Bagdá, foram acusados de "homicídio doloso" e "tentativa de homicidio" por sua suposto envolvimento em um violento tiroteio no Iraque em setembro de 2007, que terminou com 15 mortos e 20 feridos.

msh/ap

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