Grupo guerrilheiro da Nigéria encerra cessar-fogo

Lagos, 14 jan (EFE).- O principal grupo armado da região nigeriana do Delta do rio Níger encerrou o cessar-fogo unilateral que declarou em setembro, após acusar os militares de assassinar um dirigente guerrilheiro que prenderam ontem, segundo um comunicado divulgado por e-mail.

EFE |

Em sua nota, o Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (Mend) afirma que "uma fonte militar confiável", lhes informou que, após deter Tubotamuno Angolia, conhecido como "Boy Chiki", os soldados "o algemaram, o cuspiram e urinaram nele (...), antes de atirar nele e rir, enquanto ele morria sangrado".

O grupo nega a versão dos militares, de que "Boy Chiki" morreu ao tentar fugir, após ter recebido voz de prisão.

A nota ainda nega que Angolaia pertencesse ao Mend e sugere que era membro de outro grupo armado da região e ameaça os militares.

"Nosso primeiro ataque, que será espetacular e urbano, contra uma patrulha militar, marcará o final do cessar-fogo", conclui a nota do Mend.

Hoje mesmo, o tenente-coronel Sagir Moussa, porta-voz da Força Conjunta de Intervenção destacada pela Nigéria no Delta do Níger, informou que, ontem, soldados dessa unidade "conseguiram deter um dos criminosos mais procurados de nossa lista", em referência a Angolia do que sugeriu que era membro do Mend.

O porta-voz militar afirmou que os soldados da Força Conjunta detiveram Angolia em Bakana, uma aldeia da província de Rivers, na região do Delta do Níger, e que "o mataram a tiros quando tentou escapar".

O Mend, segundo afirmam seus dirigentes, pretende autonomia para a região do Delta do Níger.

As ações deste grupo guerrilheiro e de outros menores contra instalações petrolíferas e navios auxiliares levaram a uma grande redução da produção petrolífera da Nigéria, que no ano passado perdeu o posto de maior produtor de petróleo da África, que tradicionalmente mantinha, para Angola. EFE dá/jp

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