Grupo governamental pede que Governo sudanês não expulse ONGs

Cartum, 7 mar (EFE).- O Movimento Popular de Libertação do Sudão (MPLS), que controla o Governo autônomo do sul do Sudão, pediu hoje que as autoridades de Cartum desistam da decisão de expulsar dez organizações humanitárias estrangeiras.

EFE |

O pedido foi feito pelo porta-voz oficial do MPLS, Yin Matheo, em entrevista coletiva em Juba, capital da região autônoma do sul do Sudão.

A expulsão dessas organizações - às quais Cartum acusa de colaborar com o Tribunal Penal Internacional - "terá um efeito destrutivo sobre dezenas de milhares de deslocados da região de Darfur", no oeste do país, afirmou Matheo.

"Os refugiados de Darfur dependem da ajuda desses grupos humanitários. A situação pode se tornar trágica (...). Esperamos que (o Governo) mude de postura", disse Matheo.

Além disso, ressaltou que o presidente sudanês, Omar al-Bashir, determinou a expulsão dessas organizações sem consultar seus parceiros políticos que governam no sul (o MPLS).

As organizações afetadas são a Médicos Sem Fronteiras, a Oxfam, o Conselho Norueguês para os Refugiados, a Care International, a Solidarités, a Save the Children, a Mercy Corps e a International, entre outras.

O pedido do MPLS ocorre três dias depois de as autoridades sudanesas anunciarem a expulsão das organizações, com o argumento de que esses grupos de ajuda humanitária colaboravam com o Tribunal Penal Internacional (TPI).

A decisão oficial sudanesa foi adotada no mesmo dia em que esse tribunal emitiu uma ordem de detenção contra Bashir por crimes de guerra e de lesa-humanidade cometidos em Darfur.

O subsecretário de Exteriores sudanês, Mutref Sadiq, disse à agência oficial sudanesa "Suna" que as outras organizações humanitárias, mais de 100, continuarão seus trabalhos no Sudão, enquanto cumprirem as normas que regulamentam seu trabalho. EFE az/an

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