Grupo filipino pede US$ 5 mi para soltar membros da Cruz Vermelha

Zamboanga (Filipinas), 7 abr (EFE).- O Abu Sayyaf, grupo ligado à Al Qaeda, exigiu US$ 5 milhões pelos dois trabalhadores, um italiano e um suíço, da Cruz Vermelha que estão sequestrado no sul das Filipinas desde 15 de janeiro, segundo um relatório militar divulgado hoje em Manila.

EFE |

O documento do serviço de inteligência do Exército não revela quem do grupo de sequestradores comunicou a exigência.

A equipe encarregada de negociar a libertação dos reféns, às ordens do governador da província de Jolo, Abdusakur Tan, não confirmou nem desmentiu a informação.

Tan disse que os rebeldes flexibilizaram sua posição desde que soltaram a filipina Jean Lacaba, no último dia 2, e expressou sua confiança de uma solução para o caso ainda esta semana, como informa o canal local "QTV Balitanghali".

A filipina, sequestrada junto ao suíço Andreas Notter e o italiano Eugenio Vagni na ilha de Jolo, cerca de 980 quilômetros a sul de Manila, foi libertada sem pagamento de resgate, segundo a versão oficial.

A imprensa local, porém, informa do pagamento de mais de US$ 115 mil pela soltura da voluntária da Cruz Vermelha.

Fundado em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética, o Abu Sayyaf está vinculado à Jemaah Islamiya, braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático.

Considerado um grupo terrorista pelos Governos de Filipinas e Estados Unidos, ao Abu Sayyaf são atribuídos os atentados mais sangrentos dos últimos anos no arquipélago e vários sequestros de cidadãos locais e estrangeiros. EFE rp/rr

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