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México, 30 abr (EFE) - O Grupo do Rio, cuja Presidência rotativa é ocupada atualmente pelo México, expressou hoje seu desejo de uma saída democrática e constitucional na Bolívia que preserve a paz e a convivência, com a aproximação dos referendos autonomista previstos em várias regiões do país.

Em declaração de "respaldo ao processo democrático boliviano" emitida pela Secretaria de Relações Exteriores (SRE) do México, as nações que fazem parte do grupo "reiteram sua solidariedade para com o povo e o Governo da Bolívia".

Os países-membros ratificaram também seu "pleno e decidido apoio à democracia e às autoridades soberanamente eleitas pelo povo boliviano".

Da mesma forma, os 21 Estados integrantes deste mecanismo de discussão política mostram sua rejeição a "toda tentativa de interrupção do processo democrático" e manifestam sua confiança em que a Bolívia superará a situação que atravessa "através do diálogo e da negociação".

O Grupo do Rio, além disso, pediu que as ações dos próximos dias "se emoldurem dentro do mais absoluto respeito às normas constitucionais vigentes no país, da garantia de integridade e unidade do Estado", assim como das regras do sistema interamericano.

A organização também se pronunciou a favor de "iniciativas impulsionadas pelas diversas instâncias internacionais, que promovam, com rígido apego ao princípio da não-intervenção, o diálogo e a solução das diferenças pela via pacífica".

O Grupo do Rio também "referenda sua mais plena disposição para contribuir com a Bolívia para ampliar a situação política interna".

O conflito político na Bolívia alcançará no próximo domingo um de seus momentos mais decisivos com o plebiscito em Santa Cruz, no leste do país, um desafio para o Governo de Evo Morales, que enfrenta a "rebelião autonomista" das regiões opositoras.

Apesar das tentativas da Igreja Católica, da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de países como Brasil, Argentina, ou Colômbia, parece improvável que Governo e oposição dialoguem antes do dia 4 sobre o que divide o país: o projeto de Constituição de Morales e o movimento autonomista liderado por Santa Cruz.

O Governo da Bolívia considera ilegais as consultas tanto de Santa Cruz como as previstas nos departamentos de Beni, Pando e Tarija, porque se organizaram à margem do Congresso e da Corte Eleitoral e porque, em sua opinião, rompem a união nacional.

Criado em 1986, o Grupo do Rio é um organismo integrado pelos países latino-americanos e caribenhos que procura o diálogo, a integração e a discussão política.

Pertencem atualmente ao organismo Brasil, Argentina, Belize, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. EFE act/iw/db

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