Grupo do Rio exige restituição de Zelaya

Os países do Grupo do Rio reafirmaram nesta segunda-feira sua enérgica condenação ao golpe de Estado em Honduras e destacaram que Manuel Zelaya é o presidente legítimo do país centro-americano.

AFP |

A resolução, lida pelo presidente do México, Felipe Calderón, dá o "total respaldo" a Zelaya e exige sua restituição, de forma "imediata e incondicional", ao cargo para o qual foi eleito democraticamente.

Os líderes reunidos em Manágua qualificaram os fatos ocorridos em Honduras de "violação flagrante" do direito internacional e taxaram de "inaceitável" o uso da força para derrubar governos legítimos.

A declaração, aprovada por unanimidade, "ignora qualquer legitimidade" do governo de Roberto Micheletti, designado pelo Congresso para substituir Zelaya, por se tratar do resultado de um golpe de Estado.

O documento pede à Assembléia Geral Extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA) a adoção de medidas "drásticas" para restabelecer a vida democrática em Honduras e reinstalar seu presidente, Manuel Zelaya.

O encontro em Manágua, que teve a participação de cerca de 30 presidentes e representantes de governos do continente, foi promovido pelo Grupo do Rio, a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) e o Sistema de Integração Centro-Americano (Sica).

O presidente hondurenho foi deposto pelos militares no domingo passado, após ignorar a decisão do Congresso e da Justiça contra um plebiscito sobre a reforma da Constituição.

Zelaya foi levado para a Costa Rica e a presidência passou a Roberto Micheletti, titular do Congresso, encarregado de concluir o mandato presidencial, até janeiro de 2010.

jr/LR

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